Noite Afro Cool Jazz » 30 de Julho (Sábado)

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Comentando a música pós-colonial no Lisboa Mistura

O Lisboa Mistura está de volta em 2016 e a Afrolis esteve na Casa Intendente para ouvir a conversa sobre “A música pós-colonial de Portugal – do irromper do Hip Hop nos anos 1990 às manifestações Afro-House do presente”
com Vitor Belanciano, António Brito Guterres, Teresa Fradique, António Contador, Rui Miguel Abreu.

António Contador, um dos oradores:

“Música pós-colonial pode ser o rap que se fazia cá nos anos noventa, pode ser também o Kuduro que se fazia em Portugal nos anos noventa aqui, em Lisboa, e que mudou, que se transformou e que hoje é consumido, se calhar, em maior escala, em Portugal, em Lisboa, mas também nos arredores, em Paris, etc. É também, eventualmente, o Funaná que se dança no BLeza, mas, se calhar, o que me interessava mais dizer é a profunda repulsa que tenho com o termo pós-colonial. Eu acho que há um grande trabalho a fazer…

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Revoluções silenciosas: a convivialidade

Leonardo Boff

Com a queda do muro de Berlim em 1989 e com ele o socialismo que fazia o contraponto (independentemente de seus graves erros internos) ao capitalismo, este terminou triunfalmente ocupando todos os espaços na economia e na política. Com a chegada ao poder de Margareth Thatscher na Inglaterra e de Ronald Reagan nos USA, a lógica capitalista ganhou livre curso: liberalização completa dos mercados com a ruptura de todos os controles, a introdução do estado mínimo, das privatizações, da concorrência sem fronteiras e do crescimento sem qualquer consideração para com a natureza.

Essa assim chamada de“mundialização feliz” não foi tão feliz assim.

O prêmio Nobel de economia Joseph Stigliz pôde escrever ainda em 2011: ”somente o 1% dos mais ricos fazem funcionar a economia e o inteiro planeta em função de seus interesses”(“Of the 1% by 1% em Vanity Fair, maio 2011). Em razão disso um dos…

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O império colonial e os da Câmara de Lisboa

Courelas

Lisboa Olivais 30Jun2011 (44)

Um dos locais mais relevantes de Lisboa, com importância paisagística, cultural, simbólica, chama-se Praça do Império. Foi nela, no interior do Mosteiro dos Jerónimos ao qual ela foi aposta, que o Portugal democrático simbolizou o seu passo político mais importante, a assinatura do tratado de adesão à União Europeia (então Comissão Económica Europeia). Foi nela que o Portugal democrático estabeleceu a sua primeira grande “obra de regime”, a construção do, então tão polémico mas agora pacífico, Centro Cultural de Belém.

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O comendador (uma memória longa)

Com um abraço ao comendador

Courelas

Ordem_do_Merito_-_Oficial[Anda tudo a protestar contra a atribuição de condecorações – até parece que há poucos assuntos no mundo sobre os quais escrever – e então boto eu a propósito da matéria.]

É uma história familiar, em que refiro a senhora minha mãe. Mas, felizmente, ela, que já  é nonagenária e continua a ler e a escrever, não cedeu a estas modismos bloguísticos (e fboquísticos), não a lerá aqui, e assim não se incomodará que eu a ecoe em público. Sempre a contei aos meus amigos (a parentela espiritual, claro), mas boto-a agora pois vem a propósito desta apatetada vaga anti-condecorações, acima de tudo denotativa de um pérfido elitismo anti-democratizador, e quanto precisa Portugal da democratização das gentes …

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