Voltámos Todos – Memórias duma Companhia de Comandos em Moçambique

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Por um daqueles acasos que ocorrem quando as conversas são cruzadas, num encontro com a nossa colega Ana Mercedes Stoffel a propósito da Ilha de Moçambique, acabou por me ser oferecido este livro, editado em 2013 pelos seus autores, Helena Silva e Paulo Kellerman, com o Título “Voltámos Todo – Memórias duma Companhia de Comandos em Moçambique, entre 1971-1973).

Livro de memórias, reúne testemunhos de gente tão diferentes de Rodrigo de Moura, José Loureiro, José Barbosa, Francisco Van Uden, Luíz Avillez, Rui Stoffel e Humberto Carapeta, que nos anos de juventude, por opção e dever, se juntaram numa companhia de comandos, que viveram e fizerem um guerra tremenda e regressaram, todos, para contar as suas experiências na primeira pessoa. Contaram-nas anos depois, já homens vividos, com outras experiências já vividas. Trata-se duma narrativa amadurecida.

Veio isto a propósito da Ilha de Moçambique, que aí é referida. A Ilha onde se fazia a pausa dos horrores. Relatos tensos sobre as formas de escapar ao quotidiano.

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Cinema Luso Brasileiro em Maputo

O Centro Cultural Português e o Centro Cultural Brasil-Moçambique realizam esta semana, entre os dias 30 de Setembro e 3 de Outubro, a Semana de Cinema Luso-Brasileiro, na cidade de Maputo. No ano em que foi relançado o protocolo luso-brasileiro de coprodução cinematográfica, as embaixadas de Portugal e do Brasil em Maputo promovem a exibição pública de um conjunto de filmes que reflectem pontos de contacto e aproximações entre as cinematografias dos dois países, bem como a ligação dos dois países a Moçambique no âmbito da coprodução cinematográfica.

Os sete filmes selecionados para a Semana de Cinema Luso-Brasileiro serão exibidos em Maputo, em salas do Instituto Nacional de Audiovisual e Cinema (INAC), Universidade Eduardo Mondlane (UEM) e Escola Portuguesa de Moçambique (EPM-CELP). Todas as sessões de exibição terão entrada gratuita ao público.

A Semana inicia-se em grande logo na sessão de abertura a ser realizada no dia 30 de Setembro, às 18 horas, no Cine Scala, com a exibição do filme Os Maias (2014), de João Botelho, que acaba de estrear em Portugal e será brevemente exibido no Brasil. Baseado no grande clássico da literatura Os Maias do consagrado escritor português Eça de Queirós, o filme conta com a participação de actores brasileiros e portugueses que, nesta grande produção, dão corpo ao retrato da família Maia e da sociedade europeia de finais do século XIX.

Outro destaque da Semana de Cinema Luso-Brasileiro é o filme Capitães da Areia (2009), a ser exibido no dia 1 de Outubro às 14:30 horas na Universidade Eduardo Mondlane, no Anfiteatro 1502. Baseado no romance homónimo do consagrado escritor brasileiro Jorge Amado, o filme narra a vida de um grupo de meninos abandonados que lutam pela sobrevivência nas ruas de Salvador, na Bahia (Brasil).

A Semana segue com a exibição do filme Tabu (2012), de Miguel Gomes, no dia 1 de Outubro, às 18:30, no INAC. Aclamado pelo público e pela crítica, tendo recebido vários prêmios internacionais, com parte das filmagens rodadas em Moçambique, o filme narra a história de uma idosa temperamental que, após o seu falecimento, tem a sua vida desvendada pela empregada e pela vizinha, com histórias de amor e crime passadas numa África de aventuras.

No dia 2 de Outubro será exibido às 10 horas, na Escola Portuguesa de Moçambique, o filme Primo Basílio (2007), de Daniel Filho, baseado noutra obra clássica do escritor português Eça de Queirós. O filme, de produção brasileira, retrata a vida de um engenheiro bem sucedido e casado com Luísa, uma jovem sonhadora e ociosa que, ao reencontrar o seu primo Basílio, passa a viver uma relação extraconjugal com consequências que tornam a sua vida um inferno. Ainda no mesmo dia 2, será exibido no INAC às 18 horas o filme O Contador de Histórias (2009), que traz actores brasileiros e portugueses para um enredo que retrata a história verídica de um menino cheio de imaginação que é entregue pela mãe a uma instituição de assistência social recém-criada.

O último dia da Semana terá uma sessão de exibição às 14:30 horas na UEM do filme Um tiro no Escuro (2005), de Leonel Vieira. Trata-se de uma produção que envolve actores brasileiros e portugueses, com um enredo de aventura e suspense que narra o rapto de uma menina de dois meses.

Para encerrar a Semana de Cinema Luso-Brasileiro, e em homenagem aos filmes baseados em obras de escritores de Língua Portuguesa, será exibido O Último Voo do Flamingo (2010), de João Ribeiro, uma adaptação cinematográfica da obra homónima do escritor moçambicano Mia Couto. O filme aborda o período pós-guerra civil em Moçambique e será exibido no INAC no dia 3 de Outubro às 18 horas.

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Comunidades e Circulos de Aprendizagem

Heranças Globais - Memórias Locais

Comunidades de aprendizagem e círculos de aprendizagem

Realizou-se no dia 26 de setembro de 2014, na Biblioteca Municipal José Saramago um “encontro sobre ensino não formal: partilha de experiências” .

O encontro tinha um duplo objetivo: para além da partilha de experiências foi igualmente apresentado o Guia Prático Círculos de Aprendizagem cuja prática tem vindo a ser dinamizada em Portugal por Joaquim Jorge e Carla Proença.

Quanto à discussão ficou patente que há alguma confusão entre a Educação Informal, formal e não formal. Uma polémica que há 30 anos atrás se falava bastante. Em boa hora Maria José Vitorino postou este pequeno video que esclarece a questão.

Ensino Informal Não Formal e Formal

Quanto à metodologia dos círculos de aprendizagem , ficou evidente que existe mais teoria do que práticas.

Quando se procura abordar os problemas de transição com instrumentos de apresentação…

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O Algarve na Época Moderna

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De Joaquim Romero de Magalhães foi publicado em 2012 pela  Imprensa da Universidade de Coimbra/Universidade do Algarve, este livro com 392 páginas que reúne  vários estudos que o autor efetuou ao longo da sua carreira académica. foi um livro em torno do qual passamos parte das férias de verão.

Ainda nos anos da universidade lembro-me da leitura do seu Algarve Económico, algarve económicoa sua tese de licenciatura, publicada na coleção Marcha de Humanidade, da coleção cosmos, que dirigiu juntamente com Vitorino Magalhães Godinho.  Uma coleção que tratamos noutro lugar. (Mercadores de Letras, 2009)

No livro o Algarve na época moderna, complemente a leitura do Algarve Económico e dá resposta à questão sobre como é que a economia regional (do antigo reino do Algarve) evolui após o período de relativa pujanla do século XVI. Depois de nele se ter centrado o trato africano, prolongando a sua tradição mediterrânea,  o Algarve evolui para uma periferia portuguesa e andaluza.

Como é que a sua ligação a Lisboa e muitas vezes ao trato ilegal com as Índias e ao comercio com o Norte da Europa, através das frutas e com o Mediterrâneo ocidental pela exportação de atum, e com Marrocos por dele partir toda a logistíca de sustentação da rede de fortificações da costa marroquina e Mauritânia, que lhe davam uma posição relevante na economia portuguesa, o conduzem à uma relativa decadência a posição periférica.

Como é que um Algarve no século XVI com uma rede urbana dinâmica, que se defende contra o corso, vê chegar ao fim  essa época brilhante. Como é que esta rede prede vitalidade, como é que a demografia regride, que efeitos teve a saga inquisitorial na aniquilação dos mercadores .

Procurar responder ao processo de cristalização duma economia pujante, e como é que a sociedade se ruraliza, até aos tempos liberais, ainda que possa parecer uma preocupação muito datada pela historiografia (veja-se a questão da decadência do mundo antigo, de M. I. Finley e Ferdinand Lot ) não deixa de assumir na atualidade alguma relevância.

Uma Algarve Moderno que chega decadente às reformas do Marques de Pombal e às inovações  D. Francisco Gomes do Avelar (1789-1817).

La Exposición Romántica

EVE Museología+Museografía

“El alma se tiñe con el color de los pensamientos”. Marco Aurelio

Hemos pensado que podría ser de vuestro interés comenzar explicando a partir de hoy y en futuras entradas, cuales son los diferentes tipos de exposición que podemos crear a partir de las sensaciones y emociones dirigidas a los visitantes de los museos, es decir, a vosotros. En su día os enunciamos los diferentes tipos de exposiciones que existen y nos quedamos ahí, solo con el enunciado. A partir de hoy os ofreceremos una descripción más o menos detallada de cada una de ellas. Hoy vamos a comenzar por lo que denominamos exposiciones emotivas. Primero aclarar que cuando decimos exposiciones queremos mencionar todo lo que está relacionado con el contenido de un museo, o el contenido de una galería del museo, una exposición fuera del museo, una exposición temporal, patrimonio apoyado con explicación didáctica, etcétera. Todo aquello que está…

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La Exposición Estética

EVE Museología+Museografía

“Todo posee belleza, pero no todo el mundo la ve”. Confucio

1307572991983_vzLjkaBB_lThe Field Museum and Library

Si ayer hablábamos de la Exposición Romántica dentro del grupo de exposiciones emocionales, hoy vamos  a explicar qué es la Exposición Estética, la segunda de las dos emocionales. El doctor Pott, antiguo director del Museo Nacional de Etnología de Leiden de Holanda, decía que el enfoque de lo estético: “requiere una presentación muy cuidada que utilizando un marco tranquilo y neutral para hacer justicia a un limitado número de objetos de valor artístico, dispuestos en la forma más efectiva posible”. Nosotros añadimos, que las manifestaciones de buen gusto no se identifican actualmente solo en contenidos de valor artístico, los objetos históricos y los paleontológicos, por mencionar dos grupos de elementos expuestos en los museos que nada tiene que ver con el arte, ofrecen una estética muy particular para cada uno de nosotros, visitantes de los museos. Decir que lo del “marco tranquilo…

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