Galeria de Arte Urbana Padre Cruz

O bairro do Padre Cruz tem a sua génese como bairro camarário nos inícios doa anos 60, quando a Câmara Municipal de Lisboa comprou uma velha Quinta para urbanizar o espaço para criar alojamentos sociais para os trabalhadores da Câmara. A rápida urbanização de Lisboa e a expansão dos seus diversos serviços públicos criou uma oferta de emprego nos serviços, que levou a uma afluência de trabalhadores das periferias saloias e de áreas agrícolas do norte e centro de Portugal.

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No início dos anos 60, a Câmara Municipal de Lisboa adquiriu a “Quinta da Penteeira” com o objetivo de urbanizar esta zona e alojar os funcionários da Câmara. Os primeiros habitantes do bairro foram trabalhadores de diferentes partes da periferia de Lisboa e de outras províncias, do Norte e Centro de Portugal, que trabalhavam na Câmara Municipal, que era o maior empregador naquela altura.

As primeiras construções, precárias ficaram conhecidas por “bairro de lusalite”, foi destinado a alojamento rápido das primeiras famílias, até à construção de edifícios definitivos em alvenaria. Datam também dessa altura a construção dos primeiros equipamentos sociais, como a Igreja, o mercado, a escola, um centro social, a biblioteca. A intervenção social foi, numa primeira fase marcada pela intervenção da paróquia.

A construção das casas de alvenaria só se inicia nos anos 70, após os movimentos socais dinamizados pelo chamado “grupo comunitário”, uma organização informal de moradores com representantes da Junta de Freguesia de Carnide, instituições, e outras associações do bairro para tratar das questões de interesse comum.

O “Bairro Novo”, construído nos anos 90, termina o realojamento das populações do bairro “lusalite”. O bairro, por via dum maior número de habitantes prede a sua configuração de bairro familiar, de aldeia de proximidade, vendo chagar mais habitantes de vários lugares da cidade incluindo populações africanas e torna-se num bairro multicultural. O Bairro Padre Cruz com os seus 8.000 moradores, tornou-se o maior bairro social da Península Ibérica. Apesar das transformações manteve uma forte intervenção social e comunitária, com um forte papel da paróquia e da Câmara Municipal.

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É no bairro Padre Cruz, que em 2016 se iniciaram as pintura murais. Trata-se dum projeto  de Arte Urbana, da “Boutique da Cultura” em parceria com “Crescer a Cores”. O projeto contou com a participação e envolvimento dos moradores.

Cada pintura mural procura fixar nas paredes as história e os problemas dos moradores. Os pintroes são convidados a participar. A ética dos grafiteiros implica a não remuneração do trabalho, pelo que os projetos, são executados apenas com apoio logístico, com fornecimento das tintas e estruturas de elevação. As refeições são feitas na comunidade.

O objetivo do projeto é criar mudança através da arte, disponibilizando a arte no espaço público, nas ruas e nas casas das pessoas. Inicialmente, alguns moradores mostraram alguma resistência à ideia, mas acabaram, na maioria dos casos por aceitar a presença reconhecendo o seu valor estético. As pinturas murais levam também várias pessoas a visitar o espaço, contribuindo para a integração do bairro na cidade.

A galeria de arte urbana é um museu a céu aberto onde o bairro se transforma num museus que traduz a experiência da comunidade, questiona o presente através de imagens e textos. São manifestos dum tempo escritos pela arte. Há uma crítica ao processo de urbanização, que ao “urbanizar” destruiu as hortas que os moradores tinham plantando nos espaços exteriores. A comunidade está a reassumir o uso do espaço através da plantação de hortas, o que por vezes produz alguma tensão com a Gebalis, a empresa camarária que faz a gestão do espaço urbano.

Durante o primeiro festivas, em 2016 a ouve um grupo de jovens locais que frequentaram uma oficina criativa. Isso levou ao desenvolvimento de algumas vocações que até aí não estavam acessíveis, no campo dos valores simbólicos e estéticos. As iniciativas de pintura mural desenvolvem o empoderamento local

As pinturas murais abrem o Bairro à Cidade. É no entanto uma arte do efémero. Uma arte que se inicia pela transgressão, que mara um tempo, e que se dissolve no tempo, substituída por outras pinturas, outros problemas.

No Bairro do padres Cruz podem ver-se várias técnicas de grafitagem. Por stencil, por projeção. A execução das peças é normalmente feita em três dias. Como apoio é necessário montar um cesto ou andaime móvel denominado estrutura em “tesoura” que se ajusta ao espaço de trabalho.

As empenas dos prédios com cerca de 18 metros de altura são primariamente tratadas com verniz, e depois são pintadas as imagens. Em alguns casos são feitas projeções para dar ideia das escalas e contornos, noutros casos são feitos marcações com pontos para formatar o espaço.

  • Bordalo II com o Porco, da série animais.
  • Styler Artista de Santarem., dialoga com jovens sobre a dimensão da liberdade. “É preciso asas para assumir.
  • Peca da utopia , desenha As ilhas ligadas do bairro ligadas pelos equipamentos construídos
  • Só faz temas geométricos.
  • Johnny tatuador.Casa de pássaros.
  • Nomen tem livro autobiográfico, onde descreve que começa por pintar nos comboios da linha de cascais à mai de 30 anos.
  • Smile artista com nome açoriano.
  • As pessoas que limpam o bairro como super heróis

Galeria

 

Artistas representados

  • Gonçalo Moreira
  • RAPS
  • MARCIO BAHIA
  • UTOPIA
  • STYLER
  • GÉRC Y HYTE
  • RISCACOMOQUEHÁ
  • NOMEN
  • SMILE
  • OBSERVE
  • MANOEL JACK
  • OJÊ
  • RITA GRAÇA
  • SAM URAY
  • MARIANA, IVÂN IA, CATARINA, JOÃO E RICARDO
  • ORPHÃO
  • ART’ODIDATA
  • SKRAN
  • MARCIO BAHIA II
  • NADA
  • DANIEL, DANIELA, BEATRIZ, CATARINA, JOÃO E BRUNO
  • MARIANA RICARDO JOÃO IVÂNIA E BRUNO
  • BIGOD
  • DIOGO CAMILO
  • FRANCISCO CAMILO
  • ROCIO MATOSAS+
  • 2 CARRYON

Em Lisboa há desde 1997 vários projetos a decorrer, que podem ser visitados na sua

Galeria de Arte urbana de Lisboa

Sobre galeria de arte urbana do Bairro Padre Cruz. Em 1996, o 1º festival de Grafiti, organizado pela Associação Juvenil Renascer, pinta diversos desenhos em painéis de madeira. No ano seguinte o 2º festival pinta os murso do campo de futebol os unidos. O Festival MURO, que se organiza em 2016 assume-se como herdeiro destas experiências.

No Bairro foi criado a Associação de Futebol de Rua, Um projeto criado para integrar os jovens. O futebol de rua é um jogo sem árbitros em que os miúdos se tem que organizar segundo as regras que eles criam.

As experiências de Galerias de Arte urbana podem ser encontradas nas velhas cidades industriais, e são muitas usadas para revitalizar o espaço público.

Visita com Marta, da “Boutique Cultura”. Dia 4 de fevereiro 2017

 

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