Herança Africana em Portugal

A Herança Africana em Portugal: (2008). Lisboa CTT de Isabel de Castro Henriques

Os Africanos em Portugal: História e Memória ( 21011).  Exposição – Comité Português do Projeto UNESCO a Rota do Escravo

O objectivo deste projecto é dar a conhecer através de imagens e texto, organizados em 23 painéis temáticos baseados numa investigação histórica com aspectos inéditos, a importância e a continuidade da presença secular africana no país, cujos vestígios constituem parte integrante do património nacional

Se o desenvolvimento do conhecimento resulta do contínuo aprofundamento e inovação da investigação científica, a sua divulgação deve exigir, naturalmente, a sua divulgação em livros e revistas científicas especializadas mas também em suportes diversos, sempre que possível, adaptando códigos e linguagens de modo a atingir um público cada vez mais numeroso, suscitando o interesse, a crítica e a reflexão.
Os africanos em Portugal constituem a maior comunidade com a qual os portugueses têm convivido ao longo de séculos da sua história. Organizada em sete grandes temas
– Africanos: Uma Nova Mercadoria (XV-XVI)
– Bairro do Mocambo em Lisboa
– A Integração dos Africanos (XVI-XIX)
– A Desumanização dos Africanos
– Estratégias Africanas
– Permanências e Mudanças (XVIII-XX)
– Novas Dinâmicas Africanas (Depois de 1974)

A exposição privilegia as questões mais significativas da presença africana em Portugal.
Entre o século XV e os nossos dias, diferentes conjunturas conduziram à instalação de africanos no país. Escravos, forros, livres e seus descendentes originários de vários grupos, nações, várias gerações, muitos portugueses de origem africana, muitos imigrantes nos dias de hoje marcaram a vida social e cultural de Portugal. Essa participação inequívoca deve ser estudada e mostrada: esta exposição pretende contribuir para dar a conhecer essa secular realidade estruturante da nossa história, da nossa memória e da sociedade portuguesa.

Resultados

Contribuir para uma visão mais igualitária e menos preconceituosa em relação às populações africanas, utilizando os elementos da história que põem em evidência a maneira como se foi construindo uma leitura desvalorizadora do outro.
O 25 de Abril de 1974 permitiu iniciar um processo de desmontagem desse fenómeno de recusa, indispensável ao estabelecimento de bases necessárias ao desenvolvimento de relações harmoniosas, livres de qualquer forma de discriminação e promotoras do diálogo e da cooperação nos vários domínios da sociedade, desde o ensino e a formação, às tecnologias, aos sistemas produtivos entre os Povos.

 

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