Vídeo – Das reservas mentais às reservas materiais: Reinventar a missão comunitária dos museus (I Jornadas da Rede de Museus do Algarve)

Museus do Algarve

Por Luís Raposo (Presidente do ICOM Europa)

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Especial – Intervenção de Joacine Katar Moreira na Conferência “Racismo e Cidadania”

Ontem foi a conferência “Racismo e Cidadania” no Teatro S.Luiz, em Lisboa, na qual partilhei a mesa com Francisco Bethencourt, Mamadou Ba e Jorge Vala. A minha gaguez não me permitiu expressar-me de todo, o que lamento profundamente! Para que não fique nada por dizer, partilho agora aqui o que planeei para a minha intervenção. (Publicado na página do Facebook de Joacine Katar Moreira)

Conferência “Racismo e Cidadania”
Teatro São Luiz
24 de Maio de 2017
18h

Antes de mais queria saudar o Francisco Bethencourt pela iniciativa, a Joana Gomes Cardoso pelo convite e naturalmente a EGEAC e ao Teatro S. Luiz.
A minha intervenção será uma reflexão sobre a participação política dos cidadãos de origem africana em Portugal.

Esta conferência é importante porque é preciso e é urgente falar de racismo no país. Isto porque Portugal é um país historicamente e estruturalmente racista.
A sociedade portuguesa, apesar de alguns…

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Áudio 158 – Isabél Zuaa sobre ser atriz negra

“O maior talento é permanecer nesse meio que é tão hostil para corpos que são diferentes (…) Nós somos diferentes e temos que assumir essa diferença sem constrangimentos.” (Isabél Zuaa)

Isabél Zuaa nasceu de uma mãe angolana e de um pai da Guiné-Bissau em Lisboa.  Foi aqui que iniciou a carreira de atriz e bailarina e foi para o Brasil para alargar os seus horizontes e aprofundar a sua formação. Integrou-se no grupo de Gustavo Ciriaco e, no cinema, como coprotagonista do filme Joaquim. Aqui em Portugal faz parte do elenco da peça de teatro Moçambique , de Jorge Andrade, que ganhou o prémio de “Melhor Espectáculo”, da Sociedade Portuguesa de Autores e foi nomeada para os Globos de Ouro.

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Jantares e Estante “Nós Nos Livros”

Os jantares do livro são uma iniciativa da Afrolis – Associação Cultural que pretende juntar amantes de literaturas negras, ou seja, livros que expressem as vivências de pessoas negras no continente africano e na diáspora, escritos por autores negros mas também por autores que expressem realidades de povos afrodescendentes.

Os jantares do livro têm três objetivos:
1) Recolher e emprestar livros para o que chamamos a “Estante Nós Nos Livros”
2) Angariar fundos para a publicação de um livro de poesia resultado da produção de textos literários do grupo Djidiu – Herança do Ouvido através das receitas dos jantares
3) Proporcionar um momento de troca de experiências com pessoas do mundo da literatura em conversas com convidados (escritores, contadores de histórias, editores, etc.)


A “Estante Nós Nos Livros” vai ser alimentada por livros doados por pessoas que venham a estes encontros mensais e queiram ter acesso a outros livros que…

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Áudio 157 – Sobre Violência e Género na Literatura

Francy Silva é doutoranda em literaturas de língua portuguesa na PUC Minas e investigadora visitante na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e fala sobre a sua área de estudo, que se foca em retratos de género e violência, nas  literaturas africanas e afro-brasileira,  feitos por mulheres negras.

Poema lido no final do programa intitula-se “Vozes-mulheres” e é da autoria de Conceição Evaristo.

Poemas da autoria de Francy Silva podem ser encontrados no site Alma Preta.

Livro Recomendado: Literaturas africanas – Narrativas, Identidades, Diásporas  (obra organizada e prefaciada por Francy Silva)

Ouçam também: Áudio 66 – Lília Momplé E Contos Sobre Colonialismo

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MUSEOLOGIA E CIDADE: DIÁLOGOS AUSENTES

18 de maio de 2017 – 10:00 – 18:00
Casa dos Amigos do Minho, R. do Benformoso 244, 1100-395 – Mouraria -Lisboa.

 

O Seminário MUSEOLOGIA E CIDADE: DIÁLOGOS AUSENTES, a ser realizado em 18 de Maio de 2017 — Dia Internacional dos Museus — adota o princípio da multivocalidade, do respeito ao direito à voz e à escuta e pretende, a partir da auscultação e do diálogo simétrico, trazer para o âmbito da Sociomuseologia as narrativas das Associações Culturais que atuam em Lisboa e em sua área metropolitana, sobre os trabalhos que desenvolvem acerca das suas memórias, identidades e patrimónios. Cria-se assim lugares de enunciação para os diversos grupos sociais que compõem a sociedade portuguesa, mas que, na maioria das vezes, não estão representados nos seus espaços oficiais de memórias, mais especificamente em seus museus.

A par das preocupações já enunciadas, o ICOM elegeu para o 18 de maio — Dia Internacional dos Museus — o tema “Museus e histórias controversas: dizendo o indizível nos museus”. Esta proposta do ICOM destaca o papel dos museus como possíveis centros de mediação para relações mais pacíficas entre os povos. O tema nos convida à reflexão sobre formas e caminhos para debater um passado doloroso, como um primeiro passo para imaginar um futuro comum, visando a reconciliação. A escolha do indizível nos museus como tema de trabalho deste ano, convida-nos a atuar como mediadores nos traumas de histórias passadas, a garantir espaços e a respeitar o direito de voz e de escuta da pluralidade de pontos de vistas existentes e expressos, como forma de construir coletivamente uma nova visão de futuro. Propomos uma convivência mais pacífica, porém, para além da compreensão mútua, não podemos abrir mão de discutir temas tabus, de dizer o indizível nos nossos museus e espaços de memórias.

Assim, a proposta deste Seminário surge a partir da observação desses diálogos ausentes na cidade contemporânea de Lisboa, por parte de expressivos setores da Museologia. Sabemos que a cidade impõe desafios que muitas vezes passam à margem dos museus, no entanto, compreendemos que os mesmos não podem ser reféns dos seus acervos e que só a partir da construção de diálogos com os seus diversos povos e segmentos sociais, é que teremos a possibilidade de refletir e problematizar questões nevrálgicas que atingem a cidade e de fazer com que seus espaços oficiais de memórias cumpram o papel social explicitado na Recomendação Museus, Coleções, sua Diversidade e Função Social da UNESCO, lançada em 2015.

Organização:
Museologia Lusófona – Museus Afro-digital: Estação Portugal – MINOM

PROGRAMA SEMINÁRIO


10.00 Acolhimento dos Participantes
10.15 -10.30 – Fala de Abertura: Diálogos Ausentes. Newton de Souza
10.30 – 11.30 – Roda de Conversa
• Desafios a partir das experiencias:
o Associação Renovar a Mouraria
o Radio AfrLis – Associação cultural
o Moinho da Juventude –
11.30 – 12: 30 – Debate livre
13.00 Pausa Justa
14: 00 – Museologia e Cidade -Resignificações sobre as Políticas Pública para o Património
• Judite Primo e Pedro Leite “olhares sobre a cidade contemporânea”
• LuziaGomes, Vania Brayner e Mayra Zenun “experiencias e memórias na cidade de Lisboa”
15.00-15.30 Apresentação do Proposta de Museália dos cursos de doutoramento e mestrado em Museologia (2017).
16.00 – Discussão da Cartografia das Memórias da Cidade
16-30 -17.00 –Encerramento – Mário Moutinho : Diálogos Ausentes