Áudio 161 – Doenças crónicas vs Doenças infecciosas em África

“A questão é que historicamente priorizou-se as [doenças] infecciosas e foi-se adotando uma atitude um bocado cega  em relação às doenças crónicas. Mas é preciso olhar para elas e dar uma resposta muito rápida (…) é preciso olhar para todas as doenças como prioridade.”

Combate a doenças crónicas em África são subfinanciadas, apesar das primeiras estarem a matar cada vez mais pessoas. Gefra Fulane faz um doutoramento em Conhecimento Tropical e Gestão, acolhido pela Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa,  e fala do exemplo do cancro do colo do útero, que mata metade das pessoas diagnosticadas em Moçambique.

 

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Jessé Souza: “A classe média é feita de imbecil pela elite”

Leonardo Boff

Jessé de Souza é sociólogo, ex-presidente do IPEA Instituto de Pesquisa Econômca Aplicada) é tido como um dos nossos melhorers analistas sociais do tempo presente. Notável é seu livro A tolice da inteligência brasieira: de como o país se dexia manipular pela elite, (Leya 2015) e está para ser lançado A elite do atraso – da escravidão à lava-jato.Vale ler esta entrevista pois desmascara os interesses das classes dominantes que se escondem atrás do golpe parlamentar dado contra a presidenta legitimamente eleita Dilma Rousseff. Publicamos aqui a lúcida entrevista dada a  Sergio Lirio — publicado 23/06/2017 00h30, última modificação 24/06/2017 14h33.
Os extratos médios, diz o sociólogo, defendem de forma acrítica os interesses dos donos do poder e perpetuam uma sociedade cruel forjada na escravidão.  Lboff

Em agosto, o sociólogo Jessé Souza lança novo livro, A Elite do Atraso – da Escravidão à Lava Jato. De certa forma, a obra…

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Nos No Cabelo – Testemunho de Carla Veiga

Sempre fui obrigada a acreditar que cabelo bonito é aquele que vemos constantemente na TV – liso e sedoso. E à medida que fui-me tornando adulta e com curiosidade para saber mais sobre os meus antepassados e de tudo um pouco, fui percebo essa “ditadura” contra os nossos cabelos naturais.

Então aí começa a minha “revolta “interior”. Começo por parar de desfrisar e alisar os meus cabelos, passo à transição com o cabelo sempre meio crespo meio liso nas pontas e vou cortando aos poucos. Ao fim de dois anos, por aí, denoto a minha coroa a querer sair e brilhar. Agora, sim, sinto-me eu! Sinto-me menos “acorrentada”, mais bonita..

Adoro o que vejo ao espelho, este cabelo que faz parte de mim e me mostra o quanto a nossa natureza é bela. O meu cabelo não é moda, é o ADN.

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Áudio 160 – Categorias Étnicas E Raciais Com Partick Simon

Áudio em inglês

Entrevista com Patrick Simon, investigador francês, um dos convidados presentes na discussão sobre Categorias Étnicas e Raciais (Ethnic and racial categories – Between political choices and social practices), promovida pelo CIES IUL e o CRIA, no âmbito dos “Encontros Mensais Sobre Experiências Migratórias” [19 junho, 2017]. Patrick Simon é diretor de investigação no INED (Institut National d’Études Démographiques)e investigador no Center of Euripean Studies (CEE Siences, Po. Trabalha sobre politicas antidiscrimincação, classificações étnicas e integração de minorias étnicas na Europa.

 

Transcrição da entrevista:

Rádio Afrolis (RA): Patrick Simon, obrigada por ter aceitado falar com a Afrolis. Pedia que se apresentasse como académico e falasse da sua área de investigação.

Patrick Simon (PS): Sou um demógrafo francês, a trabalhar em Paris e estudo discriminação e classificações étnicas numa perspectiva comparativa.

RA: Um dos pontos que achei interessantes, que abordou aqui, foi o conceito de raça…

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Nós Nos Livros: Joaquim Pinto de Andrade – uma quase autobiografia

Eu acho importante ler este livro porque…

Por Adolfo Maria

Joaquim Pinto de Andrade é um dos pioneiros do moderno nacionalismo angolano, por isso sofreu durante treze anos prisões e desterros impostos pelo regime colonial português, ao qual se opôs tenazmente pelas suas acções: consciencializando angolanos sobre os ideais da independência, integrando grupos políticos nacionalistas, desafiando em corajosa atitude os esbirros coloniais quando estava  preso, dizendo-lhes olhos nos olhos porque era justa a luta dos angolanos e porque ele, J. P. Andrade, devia estar ao lado do seu povo na luta pela independência de Angola. E, já no país independente, continuou sempre ao lado do povo, afrontando temerariamente a intimidação e a repressão, reclamando contra as injustiças, pugnando pela democracia, sempre digno, sempre coerente, numa exemplar atitude de cidadão.

Foto: Salambende Mucari

Sobre ele e o seu combate foi publicado agora um livro Joaquim Pinto de Andrade – uma quase…

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Camarada

O Flávio

paulinho

(Paulo Gentil; fotografia de Sérgio Santimano)

(18 de Junho, foi há dois anos que morreu o Paulinho, a deixar-nos cá. Então escrevi este texto no ma-schamba. Como está de difícil acesso, só por busca, aqui o recoloco. Maneira de partilhar que dele tenho imensas saudades. Imensíssimas …)

Esta é uma das canções da minha vida. Em tempos recuados também, mas não desde há décadas, por ser um carinhoso cantar desta partilha companheira de um charro, da procurada leveza amigada, isso mesmo que um dia fomos cantar à Aula Magna lisboeta, quando o Sérgio Godinho fora preso no Brasil, ainda os tempos daquela ditadura, por razões de posse de umas gramas de erva. Mas já então, e agora ainda mais, mesmo mesmo nada disso pois muito mais, que a canção subia a hino, como o foi, por dizer isto ” É que hoje fiz um amigo / E coisa mais preciosa…

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Especial – A nacionalidade não é uma dádiva, mas sim, um direito

Foto: Sofia Yala

Por Mamadou Ba
No mês de Fevereiro passado, foram discutidas duas propostas (do BE e do PSD) de alteração à lei da nacionalidade que baixaram para a comissão. Eram absolutamente diferentes, pois uma pugnava pela concretização integral do direito solo, enquanto a outra estendia o princípio do direito de sangue a netos/as de portugueses/as nascidos/as no estrangeiro. Ambas ainda aguardam na especialidade onde estão até agora a marinar. O debate foi caloroso e um pouco surpreendente pelas posições então assumidas tanto pelo PS como pelo PCP. Cinco meses depois, sobem hoje ao plenário três propostas (do PS, PCP e PAN) sobre a mesma temática. As três propostas são diferentes e apresentam avanços na consolidação da mistura entre os princípios de nascimento no território português ancorado no direito do solo (ius soli) na descendência (ius sanguinis), na residência (ius domicilii) e na declaração de vontade por casamento/união de…

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A DESCOLONIZAÇÃO DAS MENTES – Paulo Freire e Amílcar Cabral: pedagogos da revolução! (www.acasadevidro.com)

A CASA DE VIDRO

Amílcar Cabral (1921 – 1973), pedagogo da revolução

Paulo Freire (1921 – 1997), criador da Pedagogia do Oprimido

Paulo Freire, andarilho da utopia, denunciador das desumanizações e anunciador dos inéditos viáveis, foi um autêntico pedagogo da Revolução: a transformação radical da sociedade vigente é algo que deve-se sim ensinar nas escolas. Freire inspirava-se no exemplo da vida e obra de Amílcar Cabral (1924-1973), fundador e líder do PAIGC (Partido Africano para a Independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde), a primeira organização de libertação das colônias portuguesas, fundada em 1956.

Assassinado em janeiro de 1973, Amílcar Cabral era uma figura por quem Paulo Freire nutria grande admiração e respeito, apesar de algumas divergências que os opuseram, tanto que sonhou escrever uma biografia sobre Amílcar que se chamaria O Pedagogo da Revolução. Mesmo que este projeto de livro nunca tenha se concretizado, e ainda que ambos nunca tenham se encontrado pessoalmente…

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Museos e Impacto Social

EVE Museos e innovación

Estamos viviendo un tiempo clave para que los museos decidan transformar su contribución a nuestra vida contemporánea. A medida que se recorta el gasto público, para un museo es más importante que nunca tener un fuerte sentido del propósito social. Las políticas públicas esperan que los museos alcancen mayores resultados e impacto social a cambio de las ayudas que reciben. La sociedad está bajo estrés por múltiples motivos, y cada museo debe contribuir a mejorar las vidas de los ciudadanos, crear mejores lugares y ayudar a la sociedad, aprovechando el papel tradicional de preservar las colecciones y conectar a las audiencias con ellas.

Craig Alan

Las nuevas estrategias deben contemplar como objetivo generar entusiasmo en la gente hacia sus museos, aumentando su impacto social, alentando a los financieros a apoyar a los museos para que sean más relevantes para sus comunidades y público foráneo, mostrando a las organizaciones y asociaciones…

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