Atalaia – Montijo

Na ligeira colina na  margem esquerda do Tejo, em frente a Lisboa, um dos principais locais de atrevessamento do rio desde tempos pré-histórico a Igreja de Nossa Senhora da Atalaia era um dos espaços de peregrinação mais importantes nos séculos XVII e XVIII

 

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A peregrinação est+a documentada desde o fim da Idade Média, quando a capital foi assolda por uma peste, tendo os seus habitantes indo em peregrinação ao santuário a evocar proteção. A peregrinação efetua-se no final de Agosto. Os Círios, como são conhecidos os peregrinos, de Lisboa atravessavam o Rio  em Barcos engalanados, desembarcavam na Aldeia Galega (Motijo) e dirigiam-se em romaria ao santuário.

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O Santuário é constituído por três cruzeiros, pela Fonte Santa, pela Igreja e pela escadaria delimitada pelo casario que a ladeia. A Igreja situa-se num local elevado, oferecendo uma bela panorâmica de toda a região circundante e do estuário do Tejo até Lisboa.

A população negra da cidade de Lisboa era muito devota da romaria na qual participava com muito frevor. Em “Sketchs of Portuguese Live: Manners, Costumes and Character”  escrito G. B. Whittaker, 1826, que viveu em Portugal entre 1793 e 1804, descreveu a participação da população negra nesta romaria. Nessa descrição descrevia as danças e a músicas de influencia africana e os ícones da virgem e do menino esculpidos em madeira e pintados de negro.

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