No Xigubo, de Craveirinha

O Flávio

xigubo

Dizem os entendidos, e nisso deverão ter razão, que o melhor Craverinha foi o de mais tardia publicação, e de mais íntima verve (o livro “Maria”, em seu torno), assim algo desvalorizando, pelo menos comparativamente, as suas primeiras e mais programáticas décadas, aqueles de “Manifesto”, o da proclamação da legitimidade cultural e política local. Será, repito, talvez verdade. Mas regresso ao Xigubo, ao velho Craveirinha, então mais novo, claro. E há nacos de uma sapiência …

“Ajoelham-me aos pés dos seus deuses de cabelos lisos / e na minha boca diluem o abstracto / sabor da carne de hóstias em milionésimas / circunferências hipóteses católicas de pão. / E em vez dos meus amuletos de garras de leopardo / vendem-me a sua desinfectante benção … / Efígies de Cristo suspendem ao meu pescoço / em rodelas de latão em vez dos meus autênticos / mutovanas da chuva e da…

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