Nós No Cabelo – Testemunho de Yara Costa

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Sou natural à 6 anos (desde 2011). Deixar relaxante/desfrisante foi a melhor decisão que alguma vez tomei e a mais libertadora sem dúvida. Foi a partir desse momento que comecei a aceitar o meu cabelo crespo tal como é, sem necessitar da aceitação dos outros e da sociedade cujos padrões de beleza europeus escravizam a mulher africana e outras que não tem o cabelo liso.

Depois de sentir na pele a discriminação vinda não só da sociedade, mas da própria família, por ter o cabelo “bedju” (velho/crespo  em criolo como dizem os meus familiares), deixar o meu cabelo natural foi uma verdadeira jornada.

Antes as correntes estavam nos nossos pescoços, mãos e pés, mas hoje encontram-se sobretudo na nossa cabeça, literalmente. Ao ponto de os próprios africanos desprezarem o que cresce da sua cabeça.

Posto isto, aceitar o nosso cabelo natural não é moda, é uma afirmação de libertação dos…

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