Especial – A nacionalidade não é uma dádiva, mas sim, um direito

Foto: Sofia Yala

Por Mamadou Ba
No mês de Fevereiro passado, foram discutidas duas propostas (do BE e do PSD) de alteração à lei da nacionalidade que baixaram para a comissão. Eram absolutamente diferentes, pois uma pugnava pela concretização integral do direito solo, enquanto a outra estendia o princípio do direito de sangue a netos/as de portugueses/as nascidos/as no estrangeiro. Ambas ainda aguardam na especialidade onde estão até agora a marinar. O debate foi caloroso e um pouco surpreendente pelas posições então assumidas tanto pelo PS como pelo PCP. Cinco meses depois, sobem hoje ao plenário três propostas (do PS, PCP e PAN) sobre a mesma temática. As três propostas são diferentes e apresentam avanços na consolidação da mistura entre os princípios de nascimento no território português ancorado no direito do solo (ius soli) na descendência (ius sanguinis), na residência (ius domicilii) e na declaração de vontade por casamento/união de…

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