MUSEOLOGIA E CIDADE: DIÁLOGOS AUSENTES

18 de maio de 2017 – 10:00 – 18:00
Casa dos Amigos do Minho, R. do Benformoso 244, 1100-395 – Mouraria -Lisboa.

 

O Seminário MUSEOLOGIA E CIDADE: DIÁLOGOS AUSENTES, a ser realizado em 18 de Maio de 2017 — Dia Internacional dos Museus — adota o princípio da multivocalidade, do respeito ao direito à voz e à escuta e pretende, a partir da auscultação e do diálogo simétrico, trazer para o âmbito da Sociomuseologia as narrativas das Associações Culturais que atuam em Lisboa e em sua área metropolitana, sobre os trabalhos que desenvolvem acerca das suas memórias, identidades e patrimónios. Cria-se assim lugares de enunciação para os diversos grupos sociais que compõem a sociedade portuguesa, mas que, na maioria das vezes, não estão representados nos seus espaços oficiais de memórias, mais especificamente em seus museus.

A par das preocupações já enunciadas, o ICOM elegeu para o 18 de maio — Dia Internacional dos Museus — o tema “Museus e histórias controversas: dizendo o indizível nos museus”. Esta proposta do ICOM destaca o papel dos museus como possíveis centros de mediação para relações mais pacíficas entre os povos. O tema nos convida à reflexão sobre formas e caminhos para debater um passado doloroso, como um primeiro passo para imaginar um futuro comum, visando a reconciliação. A escolha do indizível nos museus como tema de trabalho deste ano, convida-nos a atuar como mediadores nos traumas de histórias passadas, a garantir espaços e a respeitar o direito de voz e de escuta da pluralidade de pontos de vistas existentes e expressos, como forma de construir coletivamente uma nova visão de futuro. Propomos uma convivência mais pacífica, porém, para além da compreensão mútua, não podemos abrir mão de discutir temas tabus, de dizer o indizível nos nossos museus e espaços de memórias.

Assim, a proposta deste Seminário surge a partir da observação desses diálogos ausentes na cidade contemporânea de Lisboa, por parte de expressivos setores da Museologia. Sabemos que a cidade impõe desafios que muitas vezes passam à margem dos museus, no entanto, compreendemos que os mesmos não podem ser reféns dos seus acervos e que só a partir da construção de diálogos com os seus diversos povos e segmentos sociais, é que teremos a possibilidade de refletir e problematizar questões nevrálgicas que atingem a cidade e de fazer com que seus espaços oficiais de memórias cumpram o papel social explicitado na Recomendação Museus, Coleções, sua Diversidade e Função Social da UNESCO, lançada em 2015.

Organização:
Museologia Lusófona – Museus Afro-digital: Estação Portugal – MINOM

PROGRAMA SEMINÁRIO


10.00 Acolhimento dos Participantes
10.15 -10.30 – Fala de Abertura: Diálogos Ausentes. Newton de Souza
10.30 – 11.30 – Roda de Conversa
• Desafios a partir das experiencias:
o Associação Renovar a Mouraria
o Radio AfrLis – Associação cultural
o Moinho da Juventude –
11.30 – 12: 30 – Debate livre
13.00 Pausa Justa
14: 00 – Museologia e Cidade -Resignificações sobre as Políticas Pública para o Património
• Judite Primo e Pedro Leite “olhares sobre a cidade contemporânea”
• LuziaGomes, Vania Brayner e Mayra Zenun “experiencias e memórias na cidade de Lisboa”
15.00-15.30 Apresentação do Proposta de Museália dos cursos de doutoramento e mestrado em Museologia (2017).
16.00 – Discussão da Cartografia das Memórias da Cidade
16-30 -17.00 –Encerramento – Mário Moutinho : Diálogos Ausentes

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