Notas para uma crítica radical do turismo (I)

L´obéissance est morte

 

A falsificação do real

“Subproduto da circulação das mercadorias, a circulação humana considerada como um consumo, o turismo, reduz-se fundamentalmente à distracção de ir ver o que se tornou banal”(Guy Debord)

100412_parr-4_p465.jpg

Viajar por outros mundos é uma coisa séria. Sairmos por um tempo do nosso mundo para mergulharmos na rotina de outro mundo, guiados exclusivamente por quem o habita, é algo de extraordinário e único. Quem já o experimentou sabe que marca profundamente, como poucas experiências na vida: quando regressamos ao nosso mundo, vimos transformados; vimos diferentes, enriquecidos de novos saberes e perspectivas para transformar o quotidiano.

Mas essa imersão radical noutros mundos está em vias de extinção. Porque o turismo se tornou hegemónico na mediação das viagens dos consumidores contemporâneos.

O turismo é hoje a indústria que promove a instrumentalização do território com vista à criação de materialidades consumíveis. O território é assim adulterado pelos operadores turísticos para…

View original post mais 633 palavras

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s